• MORREU O ARQUITECTO DO QATAR MODERNO SHEIKH HAMAD BIN KHALIFA AL THANI


    Morreu hoje na cidade de Doha, aos 74 anos de idade, o antigo Chefe de Estado do Qatar, Sheikh Hamad bin Khalifa Al Thani, que liderou os destinos do Qatar no período de 1995 à 2023. Sheikh Hamad Al Thani, é considerado o arquitecto do ambicioso programa de reformas políticas, económicas e sociais, que transformaram o pequeno Estado do Golfo, numa das nações mais ricas e influentes do mundo.
    Durante o seu reinado, o país conheceu um crescimento económico exponencial, com o PIB-Produto Interno Bruto a aumentar mais de 24 vezes, consequência do aumento capacidade do país na producao de Gás Natural Liquifeito, tendo atingido a cifra de 77 milhões de toneladas por ano, coferindo ao país o estatuto de maior exportador mundial de gás natural liquefeito em 2006.
    Foi igualmente durante o seu mandato, que foi promulgada a primeira Constituição permanente do Qatar e estabelecido a realização de eleições municipais, nas quais as mulheres conquistaram o direito ao voto e à candidatura.
    Nascido em Doha, em janeiro de 1952, o Sheikh Hamad formou-se na Real Academia Militar Britânica de Sandhurst antes de se tornar comandante das Forças Armadas do Qatar. Tornou-se herdeiro aparente e ministro da Defesa em 1977, assumiu o poder como emir a 27 de junho de 1995 e passou a liderança ao seu filho, o xeque Tamim bin Hamad Al Thani, a 25 de junho de 2013.
    LUTO NACIONAL
    Em sua homenagem foi decretado 4 dias de luto nacional, com interrupçao da actividade laboral ao nivel dos Ministérios, Instituições e Organismos Publicos.
    O funeral de Sua Alteza o Emir Pai Sheikh Hamad bin Khalifa Al Thani, acontece hoje, 12 de Julho, no Cemitério de Lusail, depois da realização da tradicional oração ``Maghrib´´ à acontecer na Mesquita Imam Muhammad bin Abdulwahhab em Doha.
    Os serviços de apoio ao actual Emir, comunicaram que nos dias 13, 14 e 15 de Julho, o Sheikh Tamim bin Hamad Al Thani, receberá as condolências dos seus homólogos, da família real, membros do governo, corpo diplomático e cidadãos no Palácio de Lusail.