• Angola destaca industrialização e coordenação estratégica na SADCO


    Luanda – Angola considerou este sábado, em Mpumalanga, África do Sul, urgente a aceleração da industrialização regional e a operacionalização de mecanismos comuns de financiamento para reforçar a resiliência económica do continente africano.

    A posição foi apresentada pelo ministro das Relações Exteriores, Téte António, durante o Retiro dos Ministros das Relações Exteriores e dos Negócios Estrangeiros da SADC, que decorre no Parque Nacional Kruger, informa uma nota de imprensa do MIREX enviada à ANGOP.

    Segundo o ministro, os actuais desenvolvimentos geopolíticos evidenciam a necessidade de promover a industrialização regional e activar instrumentos como o Fundo de Desenvolvimento Regional da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral.

    Téte António afirmou que a organização regional precisa responder às crises mundiais em quatro vertentes fundamentais, designadamente autonomia política, diplomacia activa, resiliência económica e autonomia estratégica.

    No domínio político, apontou o reforço das consultas bilaterais e regionais, bem como a adopção de posições comuns entre os Estados-membros.

    Relativamente à diplomacia activa, destacou a importância de a SADC utilizar a sua credibilidade como mediadora, para incentivar soluções pacíficas de conflitos e o regresso ao multilateralismo efectivo.

    Quanto à resiliência económica, referiu a necessidade de consolidar o mercado único regional. Já no capítulo da autonomia estratégica, apelou à mobilização conjunta de recursos para financiar projectos de impacto regional, como corredores de desenvolvimento e refinarias.

    O governante sublinhou ainda que a SADC dispõe de vastos recursos minerais, população activa e vontade política para enfrentar os desafios actuais.

    “Precisamos de mais unidade, visão estratégica e acção coordenada”, afirmou.

    O retiro reúne ministros das Relações Exteriores e dos Negócios Estrangeiros da SADC para analisar questões ligadas aos desafios geopolíticos, económicos e sociais do continente africano.

    Entre os temas em debate constam o investimento, gestão da dívida pública, mobilização de receitas internas, febre aftosa, segurança alimentar e desenvolvimento do sector mineiro.ART
    Fonte: https://www.angop.ao/noticias/politica/angola-destaca-industrializacao-e-coordenacao-estrategica-na-sadc/